A raça caprina Shami, também conhecida como cabra de Damasco, destaca-se no cenário da pecuária por seu foco na produção de leite e carne. Originária da Síria e de outras regiões do Oriente Próximo, ela foi introduzida no Chipre ao longo do século XX, onde populações foram estudadas e aprimoradas com base em documentos da FAO. Uma pesquisa recente sobre características do úbere, publicada em 2026, reforça o interesse técnico pela raça em contextos de seleção genética.
Origem e trajetória no chipre
A raça Shami surgiu há décadas na Síria e em países vizinhos do Oriente Próximo, adaptando-se a condições climáticas semiáridas. Sua introdução no Chipre ocorreu durante o século XX, momento em que criadores locais iniciaram processos de seleção para melhorar a produtividade. Registros da FAO documentam essas populações e servem como referência para programas de melhoramento em outras regiões.
Com o tempo, a seleção genética no Chipre priorizou animais com maior capacidade de produção leiteira e de carne, mantendo características adaptativas da raça original. Esse histórico permitiu que a Shami se tornasse uma opção viável para sistemas produtivos que buscam equilíbrio entre volume de leite e rendimento de carcaça.
Potencial produtivo e pesquisas atuais
Estudos realizados em populações cipriotas mostram que a raça apresenta bom desempenho tanto para leite quanto para carne, com potencial de expansão em mercados que valorizam raças leiteiras especializadas. A pesquisa de 2026 sobre o úbere contribui para entender melhor os aspectos morfológicos ligados à ordenha e à saúde animal, dados que podem orientar futuras seleções.
Organismos como a FAO continuam a fornecer informações sobre a Shami, auxiliando criadores a manter padrões genéticos consistentes. A combinação de origem histórica, seleção no Chipre e atualizações técnicas recentes posiciona a raça como alternativa relevante para produtores que atuam em ambientes semelhantes aos do Oriente Próximo e do Mediterrâneo.