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Importação de tilápia do Vietnã é suspensa por risco econômico e sanitário

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Foto: Marilsa Patrício, executiva da Peixe SP
Foto: Marilsa Patrício, executiva da Peixe SP

A importação de filé de tilápia do Vietnã representa uma ameaça econômica e sanitária para a tilapicultura brasileira, devido à concorrência desleal e ao risco de introdução do vírus TiLV. Produtores nacionais enfrentam custos elevados do chamado Custo Brasil, enquanto os vietnamitas contam com subsídios que reduzem preços e ampliam a presença no mercado interno. O Ministério da Agricultura e Pecuária suspendeu preventivamente as importações em momento recente, após alertas da Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União – Peixe SP. A medida busca preservar empregos e a soberania alimentar da cadeia aquícola nacional.

Impactos econômicos da concorrência vietnamita

A diferença de custos entre os dois países gera pressão direta sobre os produtores brasileiros de tilápia. No Vietnã, subsídios governamentais e estrutura produtiva mais barata permitem oferecer filés a valores inferiores aos praticados no Brasil. Essa situação reduz a margem de lucro dos piscicultores nacionais e pode levar à perda de mercado interno. A Peixe SP destaca que a continuidade das importações sem controle compromete a competitividade de toda a cadeia produtiva brasileira.

Riscos sanitários associados ao vírus TiLV

O vírus TiLV, presente em algumas regiões de cultivo no Vietnã, constitui uma ameaça sanitária concreta caso as importações sejam retomadas sem rigorosos controles. Sua introdução no Brasil poderia gerar surtos em criações nacionais e causar prejuízos elevados aos produtores. O Ministério da Agricultura e Pecuária avalia protocolos de biossegurança para evitar a entrada do patógeno. Especialistas alertam que a prevenção sanitária é essencial para manter a saúde dos plantéis e a confiança dos consumidores.

Medidas para proteger a produção nacional

Entidades representativas dos produtores defendem a manutenção da suspensão das importações enquanto não houver garantias sanitárias e de concorrência justa. O objetivo é assegurar a sustentabilidade econômica da tilapicultura brasileira e proteger milhares de empregos diretos e indiretos. A atuação coordenada entre o setor produtivo e o governo visa fortalecer a segurança alimentar e a soberania sobre a produção aquícola. Novas avaliações técnicas devem orientar decisões futuras sobre o tema.

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