Economia

Países árabes podem salvar exportações brasileiras do tarifaço americano

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Com tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos afetando setores do agronegócio brasileiro, os países árabes surgem como uma alternativa promissora para redirecionar parte das exportações. Um levantamento da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB) destaca que nações da Liga Árabe estão aumentando suas importações de produtos brasileiros, especialmente no agronegócio, que representou 75,67% das exportações para a região em 2024, totalizando US$ 17,92 bilhões – um crescimento de 30,42% em relação ao ano anterior.

Produtos como café e carne bovina congelada são os mais citados com potencial de redirecionamento. Os EUA são o principal comprador de café brasileiro, mas mercados como Arábia Saudita, Egito e Argélia oferecem entrada sem tarifas, com presença crescente do Brasil. Para a carne bovina, Emirados Árabes Unidos, Egito e Arábia Saudita já estão entre os maiores importadores, com taxas de importação variando de zero a 6%, bem mais atrativas que as americanas.

No setor de madeira, países como Emirados Árabes, Arábia Saudita e Marrocos mostram oportunidades para produtos de maior valor agregado, apesar de tarifas que chegam a 30% em alguns casos. A CCAB sugere ações como promoção comercial, fortalecimento de relações diplomáticas e adaptações como a certificação halal para atender exigências locais.

O secretário-geral da CCAB, Mohamad Mourad, enfatiza que carne bovina e café têm o maior potencial, com os árabes importando volumes semelhantes aos dos EUA. Ele também menciona o mel brasileiro, que poderia ganhar espaço se adaptado para envase, aproveitando diferenças tarifárias favoráveis.

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