Agricultura

Escassez de mandioca eleva preços e expõe vulnerabilidades na agricultura brasileira

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A oferta de mandioca continua em declínio acentuado no Brasil, conforme relatório divulgado pelo Cepea em 1º de setembro de 2025, resultando em uma elevação significativa dos preços da matéria-prima na maioria das regiões monitoradas. Esse cenário reflete desafios persistentes no setor agrícola, que podem influenciar debates políticos sobre políticas de apoio ao campo e controle da inflação alimentícia.

De acordo com o Centro de Pesquisas, produtores que realizaram as podas nas lavouras de primeiro ciclo agora enfrentam a falta de raízes disponíveis para entrega imediata. Essa situação agrava a escassez, pois muitos agricultores optam por não colher ou comercializar o produto, priorizando a espera por condições mais favoráveis no mercado.

Além disso, a rentabilidade limitada tem mantido os produtores retraídos, evitando investimentos adicionais ou aceleração das colheitas. Esse comportamento é uma resposta direta às margens apertadas, que não compensam os custos de produção em um contexto de volatilidade econômica, o que levanta questões sobre a necessidade de incentivos governamentais para estimular a atividade rural.

O clima seco em diversas áreas também contribui para o problema, atrasando os trabalhos no campo e reduzindo a produtividade geral. Regiões tradicionalmente produtoras de mandioca, como partes do Nordeste e Centro-Oeste, sofrem com a falta de chuvas, o que compromete o ciclo de plantio e colheita, e pode demandar intervenções políticas para mitigar impactos climáticos.

Esse aumento nos preços da mandioca não só afeta a cadeia de suprimentos de alimentos processados, como farinha e derivados, mas também pode pressionar a inflação em um momento sensível para a economia nacional. Analistas políticos observam que tais flutuações destacam a importância de reformas agrícolas para garantir estabilidade no abastecimento interno.

Por fim, o Cepea enfatiza que, sem melhorias nas condições climáticas ou ajustes na rentabilidade, a tendência de alta nos preços deve persistir, desafiando autoridades a repensarem estratégias de desenvolvimento rural sustentável.

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