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Onda de calor no Sul do Brasil ameaça colheitas de soja e milho até fevereiro

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Campos de soja e milho afetados por onda de calor no Sul do Brasil, com solo seco e plantas estressadas.

Onda de calor ameaça agricultura no Sul do Brasil

A Região Sul do Brasil enfrenta uma intensa onda de calor desde o início de fevereiro de 2026, elevando riscos para lavouras e pecuária. Temperaturas elevadas e déficit hídrico afetam principalmente o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com impactos previstos até pelo menos 9 de fevereiro. Agricultores e produtores agropecuários lidam com estresse térmico que compromete a produtividade.

Áreas mais afetadas pela seca

O extremo sul do Rio Grande do Sul, incluindo cidades como São Luiz Gonzaga, sofre com as condições climáticas adversas. Em Santa Catarina, Dionísio Cerqueira é um dos pontos críticos onde o déficit hídrico se agrava. Essas regiões registram temperaturas persistentes acima da média, com umidade do solo caindo abaixo de 20% em algumas áreas.

A persistência do calor desde 1 de fevereiro intensifica o problema, e previsões indicam aumento na próxima semana. Isso ameaça a estabilidade das colheitas e a saúde do rebanho bovino local.

Impactos nas lavouras de grãos

Lavouras de soja, milho, feijão e arroz irrigado estão entre as mais vulneráveis à onda de calor. O estresse térmico e hídrico causa envelhecimento precoce das folhas e falhas na formação de grãos. Como resultado, há uma redução significativa na produtividade, o que pode afetar o abastecimento nacional.

A combinação de altas temperaturas por vários dias com baixa umidade do solo agrava esses efeitos. Produtores relatam preocupações com a qualidade das plantações, especialmente em áreas sem irrigação adequada.

Efeitos na pecuária bovina

A pecuária bovina também sente os impactos da onda de calor na Região Sul. Pastagens perdem qualidade devido ao déficit hídrico, levando a uma redução no consumo alimentar dos animais. Bovinos sofrem estresse térmico, o que diminui o ganho de peso e afeta a saúde geral do rebanho.

Em localidades como o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, produtores agropecuários enfrentam desafios para manter a hidratação e a nutrição dos animais. Essa situação pode resultar em perdas econômicas consideráveis para o setor.

Previsões e medidas preventivas

A tendência de aumento das temperaturas na próxima semana sugere que os riscos persistirão além de 7 de fevereiro de 2026. Especialistas recomendam monitoramento contínuo e estratégias de mitigação, como irrigação suplementar e manejo de pastagens. Agricultores devem se preparar para condições climáticas extremas que se tornam mais frequentes no ano atual.

Embora o calor seja um fenômeno sazonal, sua intensidade em 2026 destaca a necessidade de adaptações no agronegócio. Autoridades agrícolas acompanham a situação para minimizar danos às economias locais dependentes da agricultura e pecuária.

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