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Diretor do Banco do Brasil alerta: recuperações judiciais elevam custo do crédito no agro

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Plantação de soja no Brasil, representando elevação no custo do crédito agro devido a recuperações judiciais.

No último dia 20, durante o 9º Fórum Lide de Agronegócios em Ribeirão Preto (SP), o diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, João Paulo Aragão, alertou que o excesso de recuperações judiciais no setor agropecuário está elevando o custo do crédito para produtores rurais. De acordo com dados da Serasa Experian, houve um aumento de 300% nos pedidos de recuperação judicial nos primeiros sete meses de 2023, o que aumenta a percepção de risco pelos bancos e impacta as taxas de juros.

Contexto do alerta no fórum

O evento reuniu especialistas e produtores rurais para discutir desafios do agronegócio brasileiro. Aragão destacou que o setor é inerentemente arriscado, e o crescimento nos pedidos de recuperação judicial tem tornado os bancos mais cautelosos. Isso reflete diretamente no encarecimento do financiamento disponível para o agro.

Causas do aumento nas recuperações judiciais

A queda nos preços das commodities, aliada ao aumento dos custos de produção, tem pressionado os produtores. Além disso, a volatilidade no mercado global contribui para essa tendência. Esses fatores econômicos geram dificuldades financeiras, levando a mais pedidos de recuperação judicial no agronegócio.

Impactos no custo do crédito

Com a elevação da percepção de risco, as instituições financeiras ajustam suas políticas de empréstimo. Isso resulta em taxas de juros mais altas para o setor. Aragão enfatizou a necessidade de equilíbrio entre o acesso ao crédito acessível para produtores e a mitigação de riscos pelos bancos.

O agro é um setor de risco, e o aumento das recuperações judiciais tem feito com que o crédito fique mais caro. Os bancos estão mais cautelosos, e isso reflete no custo do dinheiro.

É preciso um equilíbrio. O produtor precisa de crédito acessível, mas os bancos precisam mitigar riscos.

Sugestões para mitigar riscos

Aragão recomendou o uso de ferramentas como o hedge para proteger contra a volatilidade de preços. Ele observou que muitos produtores ainda não utilizam essas estratégias de forma adequada. Essa abordagem pode ajudar a estabilizar as finanças e reduzir a dependência de recuperações judiciais.

O hedge é fundamental para proteger contra a volatilidade de preços. Muitos produtores ainda não utilizam essas ferramentas adequadamente.

Perspectivas para o agronegócio brasileiro

O alerta vem em um momento de desafios contínuos para o setor, que é vital para a economia brasileira. Com o Banco do Brasil como um dos principais financiadores do agro, essas declarações podem influenciar políticas de crédito futuras. Produtores e instituições precisam colaborar para encontrar soluções sustentáveis que garantam a viabilidade do agronegócio sem comprometer a estabilidade financeira.

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