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IBPecan estima safra de noz-pecã entre 6,5 mil e 7 mil toneladas para 2026

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Plantação de noz-pecã no sul do Brasil, árvores carregadas de frutos em paisagem rural, estimativa de safra para 2026.

A produção brasileira de noz-pecã para a safra 2026 é estimada entre 6,5 mil e 7 mil toneladas, marcando uma recuperação em relação à safra de 2025. Esse aumento é impulsionado pela elevada carga de frutos nos pomares e pela entrada de novas áreas em produção, conforme aponta o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). Apesar dos desafios climáticos, como chuvas acima da média desde a primavera de 2025, o setor espera um desempenho positivo até março e abril de 2026.

Estimativa de produção e recuperação

O IBPecan projeta um volume significativo para a safra atual, superando os resultados do ano anterior. Claiton Wallauer, presidente da entidade, destaca que novos pomares em fase produtiva contribuem para esse crescimento. Jaceguáy Barros, coordenador técnico, reforça que a entrada dessas áreas reforça a expectativa de oferta nacional maior.

Fatores impulsionadores do aumento

A alta carga de frutos nos pomares é um dos principais drivers dessa expansão. Além disso, a demanda externa sustentada, especialmente devido à falta de estoques nos Estados Unidos e no México, aquece o mercado. Wallauer explica que isso mantém os preços em patamares interessantes para exportadores brasileiros.

Nos últimos três anos, empresas e novos investidores passaram a observar com mais atenção as possibilidades de exportação, porque o preço de referência, que é o da noz norte-americana, está em um patamar interessante. Estados Unidos e México não conseguiram formar estoques de passagem relevantes, o que mantém o mercado mais aquecido.

Essa dinâmica de mercado atua como proteção para produtores, evitando quedas acentuadas nos preços durante safras cheias.

Desafios climáticos e fitossanitários

Chuvas acima da média, combinadas com temperaturas elevadas, têm gerado pressão fitossanitária, como a antracnose, levando à queda de frutos em alguns pomares. Barros alerta para esses problemas observados recentemente. Os produtores precisam gerenciar irrigação e tratamentos para mitigar impactos no enchimento dos frutos.

Essas chuvas com temperaturas elevadas têm causado uma pressão muito grande no caso das doenças, e nos últimos dias observamos pomares com problemas de antracnose, com queda de fruta.

Recomendações técnicas para produtores

O crescimento das árvores exige equipamentos mais potentes para coberturas adequadas, mas há limitações em planos fitossanitários e maquinário. Barros enfatiza a importância de suspender irrigação temporariamente durante chuvas moderadas, retomando-a rapidamente. A colheita deve ser ágil para evitar perdas no solo, demandando mão de obra e equipamentos apropriados.

O crescimento do porte das árvores exige equipamentos mais potentes para garantir cobertura adequada, e ainda existem limitações tanto nos planos fitossanitários quanto nos equipamentos disponíveis para alcançar pomares mais desenvolvidos.

É fundamental que a colheita seja realizada rapidamente, evitando que os frutos permaneçam no solo, o que exige mão de obra e equipamentos adequados.

Perspectivas de mercado e exportação

Com novos canais de exportação, o setor brasileiro de noz-pecã vislumbra estabilidade nos preços. Wallauer aponta que isso beneficia produtores e investidores. A sustentação da demanda internacional posiciona o Brasil como player relevante no cenário global.

Com novos canais de exportação, existe uma tendência de que o preço não sofra quedas acentuadas, como ocorreu em outros momentos de safra cheia. Isso funciona como um mecanismo de proteção para produtores e investidores.

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