Artesãs de Itapetininga transformam sementes em biojoias sustentáveis

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Sementes transformadas em biojoias sustentáveis por artesãs de Itapetininga, em estilo fotojornalístico realista.

No distrito de Gramadinho, na zona rural de Itapetininga (SP), um grupo de artesãs está transformando sementes e cascas coletadas da natureza em biojoias biodegradáveis e sustentáveis. Essa iniciativa, destacada em uma reportagem exibida em 22 de março de 2026, envolve 54 mulheres de uma cooperativa local. Elas geram renda fixa por meio de artesanato sustentável, inspirado na economia criativa e capacitado por cursos do Senar.

A coleta e o processo criativo

As artesãs, como Deise Almeida e Ione Berta, realizam caminhadas rurais para coletar sementes e cascas. Esses materiais passam por tratamentos como aplicação de antifúngico, secagem, descascamento e cozimento. O resultado são peças versáteis, incluindo colares, cintos e pulseiras, que destacam a beleza natural dos itens.

A atividade é contínua e reflete uma conexão profunda com o meio ambiente. As mulheres transformam o que seria descartado em produtos de valor, promovendo a sustentabilidade. Essa abordagem não apenas preserva recursos, mas também fortalece a comunidade local.

Inspiração e sustentabilidade

A motivação vem da própria natureza, conforme relatam as artesãs. Elas se inspiram na abundância rural para criar biojoias que se decompõem naturalmente. Isso garante que as peças sejam ecológicas, podendo ser recicladas ou retornadas ao ambiente sem danos.

É uma arte sustentável, né? Porque nada disso vai ser jogado fora. Depois que você não quiser mais, você pode desmanchar, fazer outro modelo ou jogar na natureza, porque ele decompõe da própria natureza.

Ione Berta, uma das artesãs, enfatiza esse aspecto em sua declaração. A sustentabilidade é o cerne do projeto, alinhando criação artística com responsabilidade ambiental.

Capacitação e impacto econômico

O coordenador do Senar, Bruno Galvão, destaca a importância dos cursos para fomentar a economia criativa. Esses treinamentos capacitam as mulheres a gerar renda fixa através do artesanato. A cooperativa em Gramadinho beneficia 54 participantes, impulsionando o desenvolvimento local.

O importante do curso é fomentar, principalmente nas mulheres, uma economia criativa e uma renda fixa, e fomentar também o artesanato.

Deise Almeida expressa sua paixão pelo trabalho com sementes, o que a levou a produzir peças multifuncionais.

Depois de pronto essa linda peça que pode usar como colar, cinto e pulseira.

Eu me apaixonei pelo artesanato, principalmente pelas sementes.

Perspectivas futuras

Essa iniciativa em Itapetininga exemplifica como o artesanato sustentável pode transformar comunidades rurais. Com o apoio contínuo do Senar, as artesãs planejam expandir sua produção e alcançar novos mercados. O projeto não só gera renda, mas também promove a conscientização ambiental na região.

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