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Governo aprova ampliação de crédito rural para material genético de bovinos e ovinos

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Pastagem rural brasileira com bovinos e ovinos, representando ampliação de crédito para material genético.
Pastagem rural brasileira com bovinos e ovinos, representando ampliação de crédito para material genético.

O governo federal aprovou a ampliação do crédito rural para a compra de material genético de bovinos, ovinos, caprinos e bubalinos, alterando a Resolução nº 4.999/2022 do Banco Central do Brasil. A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (17), entra em vigência imediata para contratos firmados a partir dessa data. Essa mudança beneficia especialmente pequenos e médios produtores rurais, incentivando a melhoria genética dos rebanhos e aumentando a produtividade do setor pecuário.

Detalhes da nova resolução

A resolução reclassifica a aquisição de sêmen, embriões e óvulos de bovinos, ovinos, caprinos e bubalinos, passando de custeio para investimento. Com isso, os produtores podem acessar prazos de financiamento de até sete anos e taxas de juros mais baixas por meio de linhas como Proex e Moderagro. A alteração foi promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Banco Central, visando alinhar o crédito rural à realidade do campo.

Impacto nos produtores rurais

Pequenos e médios produtores serão os principais beneficiados, pois a medida facilita o acesso a tecnologias genéticas avançadas. Anteriormente, esses materiais eram financiados como custeio, com prazos curtos e juros mais altos, o que limitava investimentos de longo prazo. Agora, com condições mais favoráveis, espera-se um aumento na competitividade da pecuária brasileira no mercado global.

Motivações por trás da mudança

O objetivo principal é impulsionar a melhoria genética dos rebanhos, elevando a produtividade e a eficiência do setor. De acordo com o governo, essa iniciativa reconhece o material genético como um ativo de investimento duradouro, essencial para o desenvolvimento sustentável da agropecuária. Entidades como a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apoiam a resolução, destacando seu potencial para fortalecer a economia rural.

Reações do setor

Essa resolução é um avanço importante para a pecuária brasileira. Ela reconhece o material genético como um investimento de longo prazo, alinhando o financiamento à realidade do produtor.

A declaração acima é de Rivaldo Machado Borges Júnior, presidente da ABCZ, que elogiou a medida por sua visão estratégica. Representantes da CNA também manifestaram otimismo, prevendo maior adesão de produtores a programas de melhoramento genético. Essa recepção positiva reforça a relevância da alteração para o futuro da pecuária nacional.

Perspectivas futuras

Com vigência imediata, a resolução deve impactar contratos de crédito rural firmados a partir de 17 de março de 2026. Especialistas preveem que a mudança incentive inovações no setor, como o uso de embriões de alta qualidade para rebanhos mais resistentes e produtivos. No longo prazo, isso pode contribuir para a sustentabilidade ambiental e econômica da agricultura brasileira, alinhando-se a metas globais de produção eficiente.

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