A raça Santa Gertrudis passa a adotar ferramentas moleculares avançadas no Brasil, combinando marcadores de DNA ao histórico genealógico das fazendas para orientar acasalamentos e refinar as Diferenças Esperadas na Progênie. A iniciativa, conduzida em parceria com a Embrapa Geneplus, busca elevar a precisão das avaliações genéticas e reduzir os riscos associados à seleção visual tradicional. Com isso, os criadores ganham maior segurança nas decisões de compra e venda de material genético bovino.
Integração de marcadores de DNA ao pedigree
A metodologia une dados genômicos aos registros genealógicos já existentes nas propriedades. Essa combinação aumenta a confiabilidade das DEPs de animais jovens, permitindo avaliações mais precisas de características como eficiência alimentar, acabamento de carcaça, musculosidade, fertilidade e marmoreio. Anderson Fernandes, líder do Conselho Técnico da associação dos criadores, destaca que a genômica acelera processos que antes demandavam anos de observação.
A genômica nos permite acelerar decisões que antes levavam anos
Anderson Fernandes
O novo sumário de reprodutores reflete essas melhorias e oferece índices mais próximos da realidade do campo. Maury Dorta, pesquisador da Embrapa Geneplus, explica que as estimativas genéticas tornam-se mais consistentes, favorecendo escolhas rápidas e fundamentadas.
Benefícios para o melhoramento e o mercado
Com ciclos produtivos mais curtos, os pecuaristas economizam recursos e reduzem o tempo necessário para obter ganhos genéticos mensuráveis. A maior assertividade nas avaliações também fortalece a comercialização de sêmen e embriões, pois compradores dispõem de informações com menor margem de erro. A iniciativa consolida a posição da raça Santa Gertrudis no cenário nacional de melhoramento bovino.