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Seminário em São Miguel do Oeste debate crescimento e desafios da tilapicultura

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Técnico Cristiano Bordignon destacou que a produção tilápia deixou de ser uma atividade complementar (Divulgação)
Técnico Cristiano Bordignon destacou que a produção tilápia deixou de ser uma atividade complementar (Divulgação)

O Seminário Regional de Tilapicultura realizado em São Miguel do Oeste, no Extremo Oeste catarinense, reuniu produtores, técnicos e lideranças regionais no dia 7 de maio de 2026 para discutir o mercado do pescado, os desafios regulatórios e as estratégias de agregação de valor à produção de tilápia. O encontro, promovido pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com o Sindicato Rural local, destacou o crescimento da tilapicultura brasileira e alertou para ameaças como importações asiáticas e sazonalidade de preços. Participaram do evento Cristiano Bordignon, técnico do Sindicato Rural de São Lourenço do Oeste, Adair José Teixeira, presidente do Sindicato Rural de São Miguel do Oeste, e José Zeferino Pedrozo, presidente do Sistema Faesc/Senar, além de especialistas da Epagri e do Senar.

Crescimento e consolidação da cadeia produtiva

Durante as palestras, foram apresentados dados do Cepea sobre análise de preços e riscos regulatórios, seguidos de debates sobre iniciativas como a CMS e o projeto Peixe na Escola. Cristiano Bordignon enfatizou que a atividade deixou de ser complementar e se tornou estratégica para milhares de pequenas propriedades rurais. Os participantes analisaram como o produtor pode organizar o ciclo produtivo para obter maior remuneração nos períodos de alta demanda.

Hoje a tilápia deixou de ser uma atividade complementar. Ela se consolidou como uma cadeia produtiva estratégica para milhares de pequenas propriedades rurais brasileiras

Cristiano Bordignon

Adair José Teixeira destacou a evolução da piscicultura nos últimos anos, que agora exige gestão, planejamento e acesso a informações de qualidade. Ele ressaltou que eventos como este aproximam o produtor das tendências de mercado e das inovações tecnológicas necessárias para manter a competitividade.

Estratégias para agregar valor e garantir competitividade

José Zeferino Pedrozo afirmou que o Brasil possui condições naturais excepcionais para liderar a produção mundial de proteína aquícola nas próximas décadas, desde que haja investimento em capacitação, tecnologia e defesa institucional. O seminário também abordou a importância da verticalização e da transformação industrial para ampliar as margens do produtor além do filé fresco.

O Brasil reúne condições naturais excepcionais para liderar a produção mundial de proteína aquícola nas próximas décadas. Para isso, precisamos investir em capacitação, tecnologia e defesa institucional da atividade. O produtor catarinense mostra capacidade de inovação e eficiência produtiva compatíveis com os mercados mais exigentes

José Zeferino Pedrozo

Os debatedores concluíram que a mobilização de entidades nacionais é fundamental para proteger a cadeia produtiva contra insegurança regulatória e concorrência desleal, fortalecendo assim a posição da tilápia brasileira no mercado interno e externo.

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