A AGBI, fundada por Luciano Lewandowski, atua desde 2012 na compra de terras degradadas no Brasil para recuperação química e posterior conversão em áreas produtivas de soja e milho. A estratégia explora a diferença de valor entre o preço de pecuária e o de lavoura, gerando retornos de até 500% para investidores. O modelo combina due diligence jurídica rigorosa com práticas de integração lavoura-pecuária, evitando desmatamento e permitindo a geração de créditos de carbono.
Expansão recente e captação acelerada
O Fundo IV da gestora foi lançado recentemente e captou recursos em apenas duas semanas, atraindo investidores institucionais interessados em retornos agressivos aliados a critérios ESG. Entre 2013 e 2017, os fundos anteriores já haviam reunido R$ 60 milhões, demonstrando a consistência do modelo ao longo dos anos. Atualmente, a empresa administra 13.451 hectares distribuídos em três fazendas no Mato Grosso, todas adquiridas a preços de pecuária.
Recuperação química e conversão agrícola
A recuperação das áreas envolve aplicação de calcário e gesso para corrigir a acidez do solo, seguida da implementação de sistemas de integração que permitem o cultivo imediato de grãos. Essa abordagem transforma pastagens degradadas em terras agrícolas de alta produtividade sem necessidade de abertura de novas fronteiras. Investidores e cotistas dos fundos anteriores já observaram valorizações expressivas após a venda das propriedades convertidas.
Perspectivas de mercado e práticas sustentáveis
O foco em créditos de carbono adiciona uma camada de receita potencial e reforça o apelo ESG junto a fundos institucionais. A AGBI mantém ênfase na rastreabilidade jurídica completa das terras, reduzindo riscos para os cotistas. Com a demanda crescente por commodities agrícolas, a gestora projeta continuidade na expansão do portfólio em regiões estratégicas do Centro-Oeste.