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Irã e EUA avançam em negociações para fim da guerra em Doha

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Horizonte de Doha simbolizando negociações entre Irã e EUA
Horizonte de Doha simbolizando negociações entre Irã e EUA

Autoridades iranianas mantiveram conversas em Doha com o primeiro-ministro do Catar na segunda-feira, 25 de maio de 2026, para avaliar um possível acordo com os Estados Unidos capaz de encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro. As negociações envolvem o programa nuclear do Irã, a reabertura do Estreito de Ormuz e a liberação de recursos financeiros bloqueados. O objetivo principal é evitar o desenvolvimento de armas nucleares e reduzir os efeitos econômicos do conflito em curso.

Os encontros contaram com a participação do negociador principal iraniano, do ministro das Relações Exteriores, do presidente do Banco Central do Irã e do secretário de Estado americano Marco Rubio. O presidente Donald Trump reforçou a prioridade da via diplomática antes de qualquer outra medida. As partes discutiram medidas limitadas e com prazo definido para tratar da questão nuclear, além de passos concretos para liberar o estreito e descongelar fundos.

Avanços parciais em Doha

Fontes próximas às conversas indicam que conclusões foram alcançadas em vários pontos, embora as diferenças permaneçam significativas. O Catar atua como mediador para facilitar o diálogo entre Teerã e Washington. A abertura do Estreito de Ormuz é vista como condição essencial para aliviar pressões sobre o comércio global de energia.

Declarações de Rubio e Baghaei

Há algo bastante sólido sobre a mesa em termos de sua capacidade de abrir o estreito (de Ormuz), abrir o estreito, entrar em uma negociação muito real, significativa e limitada no tempo sobre a questão nuclear e esperamos que possamos fazer isso.

Marco Rubio

O porta-voz iraniano Esmaeil Baghaei confirmou que houve progresso em diversos temas, mas alertou que isso não significa proximidade de um acordo final. As reuniões continuam sob sigilo, enquanto as equipes técnicas avaliam os próximos passos.

Impactos esperados do possível acordo

Um entendimento bem-sucedido poderia reduzir tensões no Oriente Médio e estabilizar os mercados de petróleo. Autoridades dos dois lados destacam que qualquer solução deve ser verificável e respeitar os interesses de segurança envolvidos. As discussões seguem em ritmo intenso, com expectativa de novas rodadas nos próximos dias.

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