A Fonterra, maior cooperativa de laticínios da Nova Zelândia, registrou lucro líquido de 2,6 bilhões de dólares neozelandeses (US$ 1,47 bilhão) no ano fiscal encerrado em 31 de julho de 2026. O resultado representa alta de 142% em relação ao exercício anterior e foi alcançado apesar de eventos climáticos e volatilidade geopolítica. A empresa atribui o desempenho à venda de ativos e à execução de sua estratégia de foco em produtos de maior retorno.
Resultados impulsionados por venda estratégica
O lucro operacional atingiu 3,4 bilhões de dólares neozelandeses, enquanto a cooperativa obteve ganho de 1,2 bilhão com a venda do Mainland Group para a Lactalis, concluída em março de 2026. Os volumes de leite coletados, processados e embarcados ficaram próximos de recordes históricos. A diretoria destacou que a transição para o novo CEO ocorreu de forma tranquila e não afetou as operações.
Declarações dos executivos
A cooperativa manteve o ritmo de crescimento e encerrou o ano fiscal de 2026 no limite superior de sua previsão de resultados. O desempenho foi sustentado pelo esforço das equipes durante o processo de venda do Mainland Group para a Lactalis e pela transição de Richard Allen para o cargo de CEO, considerada tranquila pela companhia.
Peter McBride
Richard Allen, atual CEO, ressaltou que a cooperativa direcionou os produtos para buscar os maiores retornos e manteve as entregas aos clientes mesmo diante de desafios externos.
No ano fiscal de 2026, a cooperativa coletou, processou e embarcou volumes de leite próximos de recordes, direcionou produtos para buscar os maiores retornos e manteve as entregas aos clientes, apesar de eventos climáticos e da volatilidade geopolítica.
Richard Allen
Contexto e execução da estratégia
A venda dos negócios globais de consumo permitiu à Fonterra concentrar recursos em sua operação principal de exportação. O presidente do conselho, Peter McBride, avaliou que a cooperativa cumpriu suas metas no limite superior das previsões. O resultado reforça a capacidade da empresa de se adaptar a condições adversas mantendo a estabilidade financeira.