O processamento de bovinos nos Estados Unidos recuou na semana de 21 a 24 de setembro de 2026, quando os frigoríficos abateram 389 mil cabeças entre segunda e quinta-feira. O volume ficou 77.607 cabeças abaixo do registrado no mesmo período de 2025, o que apertou a operação dos estabelecimentos diante da oferta mais restrita de gado. A redução reflete uma escassez estrutural que afeta toda a cadeia de produção americana.
Rebanho menor pressiona frigoríficos
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atribui a queda à diminuição de 1% no número de vacas de corte, que totalizou 28,5 milhões de cabeças em 1º de julho de 2026. A produção de bezerros também recuou 2%, alcançando 32,5 milhões de animais em relação a 2025. Essas variações resultam de anos consecutivos de liquidação do rebanho por parte dos pecuaristas.
Importações e entrada de gado mexicano
Para aliviar a pressão sobre a oferta interna, os frigoríficos americanos ampliaram as compras de carne magra no exterior. A retomada gradual de entradas de gado mexicano, iniciada em 24 de agosto de 2026, contribui para abastecer as plantas de abate. Importadores e pecuaristas dos dois lados da fronteira acompanham as projeções para os anos de 2026 e 2027.