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PMI de serviços no Brasil cai a 50,4 em maio e sinaliza quase estagnação

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Distrito financeiro no Brasil representando o setor de serviços
Distrito financeiro no Brasil representando o setor de serviços

A atividade de serviços no Brasil ficou quase estagnada em maio de 2026, conforme dados do PMI divulgados pela S&P Global. O índice recuou de 52,3 em abril para 50,4 no mês seguinte, sinalizando expansão mínima e próximo do patamar de estagnação. O resultado reflete a ausência de novos pedidos e o repasse de custos elevados aos clientes, influenciado pela guerra no Oriente Médio.

Empresas do setor relataram dificuldades para manter o ritmo de crescimento observado no início do ano. A demanda já fragilizada e o aumento nos preços de combustíveis e materiais comprimiram as margens e reduziram a contratação de serviços adicionais. Analistas observam que o setor, tradicionalmente um amortecedor para a indústria, mostrou sinais de enfraquecimento.

Principais fatores da desaceleração

O aumento dos preços cobrados pelas empresas de serviços foi um dos destaques do relatório. Com custos mais altos, companhias repassaram parte da elevação aos consumidores, o que contribuiu para conter novos contratos. Setores como entretenimento, hotelaria e lazer foram particularmente afetados pela redução de gastos não essenciais por parte das famílias.

Alertas e perspectivas do mercado

Os dados do PMI de maio soam como um alerta, já que o papel do setor de serviços como amortecedor da fraqueza da indústria parece estar perdendo força. Muitos esperam que essa desaceleração seja temporária e que uma recuperação no próximo mês possa sustentar os resultados do segundo trimestre

Pollyanna De Lima

Apesar da leitura negativa, existe expectativa de que o quadro possa se reverter em junho. A diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima, destacou que fissuras estão surgindo na economia de serviços do Brasil devido à inflação enfrentada por empresas e consumidores.

Impacto nos orçamentos das famílias

Fissuras estão surgindo na economia de serviços do Brasil, à medida que empresas e consumidores enfrentam a inflação. Orçamentos apertados levaram os consumidores a cortar gastos não essenciais, impactando setores como entretenimento, hotelaria e lazer

Pollyanna De Lima

O cenário exige atenção das autoridades e do mercado para os próximos meses. O desempenho do PMI de serviços em maio reforça a necessidade de monitorar a evolução dos custos e a recuperação da demanda interna.

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