O cancelamento de novos ataques dos Estados Unidos ao Irã, anunciado na quinta-feira, 11 de junho de 2026, provocou mudanças imediatas nos mercados financeiros globais. A decisão alterou o rumo do petróleo e do dólar, que recuaram de forma expressiva, e influenciou diretamente os preços da soja no Brasil e em Chicago. Analistas observam que a redução das tensões geopolíticas esfriou as operações com commodities, gerando ajustes em contratos futuros.
Recuo do petróleo e do dólar
O petróleo registrou queda acentuada após a notícia, refletindo a menor demanda esperada em cenário de menor instabilidade. O dólar, por sua vez, perdeu mais de 1% frente ao real, impactando as cotações de exportação brasileiras. Esse movimento de câmbio reduziu a competitividade da soja nacional em alguns mercados, levando operadores a revisarem posições.
Os negócios com soja no Brasil sentiram o efeito combinado da desvalorização cambial e da menor atratividade do grão em contratos de exportação. Em Chicago, os futuros também recuaram, influenciados por projeções do USDA e pela possibilidade de retorno do El Niño, que pode alterar padrões climáticos nas principais regiões produtoras.
Repercussões nos preços da soja
Segundo Ginaldo de Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro, o cenário atual exige atenção redobrada dos produtores e traders diante da volatilidade gerada por fatores externos. A combinação de menor preço do petróleo, dólar mais fraco e incertezas climáticas tende a pressionar as margens do setor nos próximos meses.
Os mercados seguem monitorando eventuais desdobramentos diplomáticos entre EUA e Irã, que podem reverter ou consolidar as tendências observadas na quinta-feira. Até o momento, a orientação é de cautela, com ajustes graduais nas carteiras de commodities.