O IPCA-15 de junho de 2026 registrou alta de 0,36% no Brasil, abaixo da expectativa de mercado de 0,42%, segundo dados do IBGE. O grupo de alimentos e bebidas avançou 0,74% no mês, ainda que em ritmo menor que o observado em maio e abril. Itens como tomate, cenoura e batata-inglesa puxaram o resultado, acumulando variações superiores a 100% no ano até o momento.
Alimentos mantêm pressão sobre o índice
Entre os destaques positivos, o tomate subiu 29,01%, a cenoura 18,76% e a batata-inglesa 14,89% em junho. Esses produtos já acumulam fortes elevações ao longo de 2026, influenciados por problemas de oferta. Em contrapartida, arroz, feijão-carioca e óleo de soja apresentaram quedas, atenuando parte do impacto no grupo de alimentação.
A desaceleração em relação aos meses anteriores indica que o ritmo de alta pode estar perdendo força, embora os preços sigam elevados para o consumidor. Economistas monitoram de perto esses movimentos, pois alimentos representam peso relevante na cesta de consumo das famílias.
Fatores climáticos explicam variações
A combinação de excesso de chuva em algumas regiões e redução da área plantada para o tomate contribuiu para a trajetória de preços. Outros itens também sofreram influência de condições climáticas e ajustes na produção ao longo do primeiro semestre.
A inflação de alimentos continua pressionada pela combinação de fatores climáticos e de oferta. O tomate, por exemplo, sofreu com o excesso de chuva em algumas regiões e com a redução da área plantada, o que explica a forte alta acumulada no ano.
economista da XP Investimentos
Os números do IPCA-15 reforçam a necessidade de acompanhamento constante dos preços de alimentos, especialmente em um cenário de instabilidade climática que afeta a oferta. O resultado abaixo do esperado para o índice geral traz alívio pontual, mas não elimina as pressões setoriais observadas no período.