Pecuária

Veterinários usam Coca-Cola via sonda para tratar fitobezoar em cavalos

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Veterinários tratando cavalo com Coca-Cola via sonda para fitobezoar em fazenda brasileira
Veterinários tratando cavalo com Coca-Cola via sonda para fitobezoar em fazenda brasileira

Veterinários especializados em medicina equina passaram a adotar o uso controlado de Coca-Cola como ferramenta terapêutica auxiliar no tratamento de fitobezoar gástrico em cavalos, sempre em ambiente hospitalar e sob supervisão clínica rigorosa. A prática tem sido aplicada em casos de compactação gástrica severa por fitobezoar, confirmados previamente por gastroscopia, e busca aproveitar propriedades químicas da bebida para auxiliar na dissolução de massas de fibras vegetais.

Método de aplicação em hospitais veterinários

A administração ocorre exclusivamente via sonda nasogástrica, associada a fluidoterapia, analgesia e monitoramento contínuo dos animais. Profissionais relatam que o procedimento é realizado apenas em instalações equipadas para atender equinos, garantindo que qualquer reação adversa possa ser tratada imediatamente. Essa abordagem controlada diferencia-se de tentativas isoladas e ressalta a necessidade de acompanhamento veterinário especializado durante todo o processo.

Mecanismo de ação da composição química

A eficácia observada está relacionada ao pH ácido da Coca-Cola, à presença de ácido fosfórico e ácido carbônico, além da liberação de dióxido de carbono, que juntos contribuem para degradar as fibras vegetais compactadas. Estudos clínicos preliminares indicam que a bebida pode facilitar a fragmentação da massa em casos selecionados, reduzindo a necessidade de intervenções mais invasivas. No entanto, os resultados variam conforme o tamanho e a consistência do fitobezoar, exigindo avaliação individualizada por meio de exames endoscópicos.

Cuidados necessários para evitar complicações

O uso inadequado da Coca-Cola fora do contexto hospitalar pode provocar ruptura gástrica, condição potencialmente fatal para os cavalos. Por esse motivo, especialistas enfatizam que a terapia deve ser conduzida apenas por equipes treinadas, com dosagem precisa e acompanhamento de sinais vitais. A prática reforça a importância de protocolos clínicos bem definidos para garantir a segurança dos animais durante o tratamento de compactações gástricas.

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