Cientistas do Instituto Sklifosovsky de Medicina de Emergência, em Moscou, restauraram funções motoras em três porcos da raça húngara Mangalica que apresentavam paralisia completa após lesão na medula espinhal. O estudo, publicado em 10 de junho de 2026, demonstra que a aplicação imediata de um gel experimental à base de polietilenoglicol e quitosana permitiu a fusão das membranas nervosas seccionadas e a retomada gradual dos movimentos. Os animais recuperaram controle parcial da bexiga em cinco dias e voltaram a caminhar em cerca de 60 dias.
Procedimento adotado na pesquisa
Os pesquisadores aplicaram o gel diretamente na área lesionada logo após a secção da medula, técnica que promoveu a reconexão das fibras nervosas em tempo reduzido. A formulação combina polietilenoglicol, conhecido por estabilizar membranas celulares, com quitosana, polímero que favorece a regeneração tecidual. Os testes foram realizados em condições controladas para avaliar a eficácia do tratamento em lesões consideradas irreversíveis.
Resultados observados nos animais
Após 48 horas, os porcos já apresentavam sinais iniciais de recuperação motora, com evolução progressiva até o restabelecimento da marcha. O protocolo mostrou-se seguro e reprodutível nos três espécimes avaliados, sem registro de efeitos adversos significativos. Esses dados reforçam o potencial da abordagem para casos graves de trauma medular.
Próximos passos da investigação
A equipe russa planeja ampliar os experimentos para outras espécies e avaliar a aplicação em lesões crônicas. O objetivo é desenvolver protocolos que possam, futuramente, beneficiar pacientes humanos com danos semelhantes na coluna vertebral. O trabalho abre caminho para terapias que superem as limitações dos tratamentos atuais.