Uma forte onda de calor na Europa causou graves prejuízos à agropecuária francesa em junho de 2026, com mortes em massa de aves, queda na produção de leite, riscos de incêndios em lavouras e perdas nas colheitas. As temperaturas acima de 44°C atingiram regiões como Beauvoir-sur-Mer, Bretanha, Pays de la Loire e Charente-Maritime, afetando produtores locais durante os meses de maio e junho.
Impactos na produção animal
Produtores como Stephane Delapre, Clément Blanchard, Regis Bonnin, Frederic Vincent e Stephane Baron relataram estresse térmico intenso em seus rebanhos. Aves morreram sufocadas em granjas, enquanto vacas reduziram a produção de leite devido às condições extremas.
Representantes da ANVOL, como Yann Nedelec, e da federação FNSEA destacaram que os animais enfrentaram condições além de sua capacidade de adaptação. As restrições impostas pelas autoridades, que proibiram operações agrícolas em horários de pico, agravaram as dificuldades operacionais.
Desafios nas colheitas e lavouras
As altas temperaturas limitaram as atividades de colheita a horários noturnos ou matinais para evitar incêndios. Culturas sensíveis sofreram perdas significativas, conforme observado por agricultores das regiões mais afetadas.
Contexto climático e perspectivas
O pesquisador Iñaki García de Cortázar-Atauri, do INRAE, explicou que o evento resulta da sucessão cada vez mais frequente de ondas de calor, possivelmente agravada por mudanças climáticas. Os rebanhos e plantações foram atingidos em estágios sensíveis de desenvolvimento, ampliando os danos.
Autoridades monitoram a situação e reforçam medidas preventivas para mitigar novos riscos em todo o território francês.