Portugal solicitou nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, o apoio de aeronaves adicionais de combate a incêndios à União Europeia, à Espanha e ao Marrocos. A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro Luís Montenegro durante coletiva de imprensa em Lisboa, em meio a uma onda de calor que eleva o risco de incêndios florestais em todo o território continental. O alerta permanece válido até o final da segunda-feira, com temperaturas previstas acima de 40°C em várias regiões, especialmente no distrito de Viseu.
As autoridades portuguesas ativaram o Mecanismo de Proteção Civil da UE e acordos bilaterais para obter os recursos sem comprometer as equipes já mobilizadas no país. Bombeiros e órgãos da Defesa Civil seguem em estado de prontidão máxima, enquanto o governo busca reforços externos para cobrir áreas de maior vulnerabilidade.
Ativação de mecanismos de apoio externo
A estratégia adotada prioriza a complementação de recursos já existentes, evitando o deslocamento de meios de outras zonas do território nacional. Com isso, Portugal pretende ampliar a capacidade de resposta rápida sem gerar lacunas em regiões que também enfrentam condições críticas de seca e calor intenso.
Contexto da situação climática
A decisão reflete a avaliação de que o cenário atual é excepcional e exige coordenação internacional imediata. As altas temperaturas, combinadas com ventos e baixa umidade, criam condições propícias para o rápido alastramento de chamas, o que justifica o pedido de aeronaves adicionais junto a parceiros europeus e norte-africanos.
Posição do governo português
Acreditamos que é melhor receber apoio de nossos aliados da UE e dos vizinhos mais próximos do que desviar recursos de outras partes do país onde eles estão atualmente mobilizados
Luís Montenegro
Com a manutenção do alerta até segunda-feira, as equipes de emergência permanecem em monitoramento constante. O governo reforça que a cooperação solicitada visa exclusivamente ampliar a proteção da população e do patrimônio florestal diante das condições meteorológicas adversas.