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Perdas por fungos em fruteiras superam US$ 220 bi por ano

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Integrar árvores com as pastagens também pode contribuir para reduzir as infestações de mosca-dos-chifres - Foto: Gisele Rosso
Integrar árvores com as pastagens também pode contribuir para reduzir as infestações de mosca-dos-chifres - Foto: Gisele Rosso

Perdas globais em fruteiras perenes por patógenos fúngicos superam US$ 220 bilhões anuais e exigem protocolos preventivos baseados em biotecnologia e manejo integrado para proteger pomares em 2026. O cenário afeta especialmente produtores de citros e videiras no Brasil, onde mudanças climáticas severas reduzem a eficácia de métodos reativos de controle. Instituições como a FAO, a Embrapa e a Universidade de Cornell alertam para a necessidade de estratégias sustentáveis que combinem nutrição mineral e agentes biológicos.

Abordagens preventivas ganham espaço

Produtores adotam nutrição com silício e cálcio para fortalecer as plantas contra infecções. Modelos de previsão climática permitem antecipar surtos de doenças, enquanto sensores E-nose detectam compostos orgânicos voláteis em estágios iniciais. Esses recursos substituem aplicações reativas de fungicidas e contribuem para a redução de resíduos químicos nos frutos.

Agentes biológicos e manejo do solo

Agentes como Trichoderma harzianum e Bacillus subtilis são incorporados aos programas de manejo para suprimir patógenos de forma natural. A FAO recomenda o uso desses microrganismos em conjunto com práticas que preservem a diversidade microbiana do solo. A Embrapa e a Universidade de Cornell validam protocolos que priorizam o equilíbrio biológico em vez da esterilização do pomar.

Não buscamos mais o pomar estéril, mas sim o pomar equilibrado microbiologicamente. A diversidade no solo é o que garante a resiliência da árvore

Dr. Ricardo Mendes

Dr. Ricardo Mendes, consultor em fitossanidade, destaca que a resiliência das árvores depende da manutenção da vida no solo. A transição para esses métodos busca garantir sustentabilidade financeira aos produtores diante de condições climáticas cada vez mais imprevisíveis. Relatórios de 2026 indicam que a integração de sensores, modelos preditivos e bioagentes pode reduzir perdas anuais de forma mensurável.

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