O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com viés de baixa na maioria das praças pecuárias brasileiras. Na segunda-feira, 6 de julho de 2026, os frigoríficos reduziram o apetite comprador e testaram valores menores, travando as negociações em várias regiões. As escalas de abate permanecem entre cinco e sete dias úteis, sinalizando menor urgência por matéria-prima.
Queda de cinco reais em São Paulo
Em São Paulo, principal referência do país, o boi comum e o boi-China recuaram R$ 5 por arroba, fechando a R$ 335. As praças de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso também registraram movimento similar, com ofertas mais baixas por parte da indústria. Pecuaristas encontram dificuldade para fechar negócios diante da postura mais cautelosa dos compradores.
Impacto da cota chinesa nas exportações
O esgotamento antecipado da cota chinesa de importação com isenção tarifária explica boa parte da retração. A partir de agora, novos embarques passam a pagar tarifa de 55%, reduzindo a competitividade das exportações brasileiras e o interesse dos frigoríficos em adquirir animais para abate imediato. Consultorias como Safras & Mercado, Agrifatto e Scot Consultoria acompanham de perto o ajuste de preços nas diferentes regiões produtoras.
Com a menor demanda externa, a indústria pecuária ajusta suas escalas e posterga compras, pressionando as cotações no mercado interno. O cenário atual reforça a necessidade de monitoramento constante por parte dos pecuaristas, que buscam estratégias para equilibrar oferta e demanda nas próximas semanas.