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Importações de fertilizantes caem 8,6% no primeiro semestre de 2026

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Foto: DIvulgação
Foto: DIvulgação

As importações das principais matérias-primas de fertilizantes recuaram 8,6% em volume no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Consultoria StoneX. A queda reflete a cautela de produtores e importadores brasileiros diante de incertezas internacionais e relações de troca desfavoráveis. O Brasil, que depende de mais de 85% de importações para atender seu consumo, viu redução expressiva em itens como ureia, MAP, nitrato de amônio e enxofre, enquanto cloreto de potássio e TSP registraram avanços.

Produtos com maior recuo no semestre

A retração foi puxada principalmente pela ureia, com queda de 32%, e pelo MAP, que recuou 24%. Nitrato de amônio e enxofre apresentaram as maiores quedas, ambas de 42%. Compradores optaram por postergar negociações diante de janela logística estreita e volatilidade no mercado global. A Conab, ANDA e Imea monitoram o cenário, que também envolve o estado de Minas Gerais, onde a mina de São Gotardo representa esforço para ampliar a produção nacional.

Dependência externa e visão dos especialistas

A indústria nacional de fertilizantes e os produtores enfrentam desafios que expõem a vulnerabilidade do setor. A GIROAgro destaca a necessidade de planejamento estratégico para transformar riscos em vantagens competitivas.

O agronegócio brasileiro se deparou com um ano de elevada complexidade. O país enfrenta um cenário marcado por adversidades climáticas, custos de produção em alta e um mercado volátil, mas também por oportunidades estratégicas capazes de reposicionar o produtor no centro da economia global. Como protagonista na exportação de commodities como soja, milho e carne, o Brasil entra em um momento decisivo em que planejamento inteligente e ferramentas ágeis de gestão serão fundamentais para transformar riscos em vantagens competitivas.

Leonardo Sodré

Recomendações para mitigar riscos

Especialistas defendem abordagem integrada com mais jazidas nacionais e validação científica. Fellipe Parreira ressalta a importância de reduzir exposição a fatores geopolíticos sem comprometer yields recordes. O cenário atual reforça a urgência de políticas que ampliem a autossuficiência e estabilizem o fornecimento para o agronegócio brasileiro.

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