A atividade econômica no Brasil apresentou desempenho superior às expectativas em maio de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central. O IBC-Br registrou alta de 0,1% na comparação mensal, superando a projeção de estagnação e indicando resiliência em meio a um cenário de política monetária ainda restritiva. O resultado reflete perdas na agropecuária compensadas por avanços modestos na indústria e nos serviços, segundo informações do IBGE.
Resultados por setor
A agropecuária registrou queda de 1,0% no período, puxando o desempenho geral para baixo, enquanto os setores industrial e de serviços apresentaram crescimentos contidos. Esses números reforçam a percepção de que a economia brasileira perdeu parte do fôlego observado no início do ano. Economistas destacam que o comércio também mostrou resultados mais moderados, contribuindo para um ritmo de expansão mais lento entre abril e junho.
Visão dos economistas
O cenário observado até aqui no segundo trimestre deve ditar a tônica do ritmo de expansão da atividade no decorrer dos próximos períodos, com ganho de tração apenas gradual após o crescimento mais tímido entre abril e junho, estimado por nós em 0,4%.
Matheus Pizzani
O avanço de apenas 0,1% do IBC-Br no mês, somado aos resultados mais moderados observados no comércio e nos serviços, reforça a percepção de perda de fôlego da economia após o desempenho mais forte registrado no início do ano.
O avanço de apenas 0,1% do IBC-Br no mês, somado aos resultados mais moderados observados no comércio e nos serviços, reforça a percepção de perda de fôlego da economia após o desempenho mais forte registrado no início do ano.
Leonardo Costa
Perspectivas futuras
Analistas do mercado, incluindo Matheus Pizzani do PicPay e Leonardo Costa da ASA, projetam que o segundo trimestre deve estabelecer o tom para os próximos meses, com recuperação gradual ao longo do segundo semestre. O cenário de perdas na agropecuária e a manutenção de juros elevados sugerem desaceleração adicional até o fim de 2026. O Banco Central monitora esses indicadores para ajustes na condução da política econômica nos próximos trimestres.