O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou R$ 6,2 bilhões em 2025 e apresenta potencial para alcançar projeções globais de US$ 45 bilhões até 2032. A Lei nº 15.070/2024 regula o setor, cujo crescimento depende agora de normas complementares que assegurem qualidade, rastreabilidade e inovação. Empresas, produtores, pesquisadores e órgãos públicos acompanham de perto os próximos passos da implementação.
Perspectivas de expansão do mercado
Organizações como a ABAG, CropLife Brasil, Fiesp e Sebrae SP apoiam o desenvolvimento do setor, que envolve produtores rurais e pesquisadores em busca de soluções biológicas sustentáveis. O crescimento depende de um ambiente de negócios previsível e juridicamente seguro, capaz de atrair investimentos sem comprometer a expansão das tecnologias. A aplicação prática da nova legislação deve criar condições para maior adoção por parte dos agricultores brasileiros.
Regulamentação complementar em foco
A Lei nº 15.070/2024 estabelece a base inicial, mas normas adicionais sobre registro, produção on-farm, fiscalização e propriedade intelectual ainda são necessárias. Essas regras devem garantir segurança e qualidade sem limitar a inovação. Luiz Mário Machado Salvi, presidente da Araiby Feiras e Eventos, destacou a importância desse avanço.
A lei cria uma base importante para dar previsibilidade ao mercado. Agora, é necessário avançar na regulamentação para assegurar qualidade, rastreabilidade e segurança, sem comprometer a inovação e a expansão das tecnologias biológicas
Luiz Mário Machado Salvi
III Fórum discute desafios em agosto
O III Fórum de Bioinsumos no Agro ocorre em 18 de agosto de 2026 no Auditório da Ocesp, em São Paulo. O evento reúne representantes de entidades públicas e privadas para debater a regulamentação pendente e as oportunidades do setor. A iniciativa busca alinhar expectativas de todos os envolvidos e impulsionar práticas que sustentem o crescimento sustentável nos próximos anos.