O Brasil importou 18,30 milhões de toneladas de fertilizantes no primeiro semestre de 2026, volume 5,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Apesar da queda, o preço médio por tonelada subiu para US$ 383,8, alta de 16,8% influenciada por conflitos internacionais. Produtores agrícolas buscam alternativas como os bioinsumos, fabricados localmente em 85% dos casos, para reduzir a dependência externa sem comprometer a escala da produção.
Impacto dos conflitos globais no abastecimento
Tensões no Estreito de Ormuz entre Irã e EUA, a ausência da China no mercado de fosfatados e restrições russas ligadas à Guerra da Ucrânia elevaram os custos logísticos e de matéria-prima. Essas condições pressionaram o setor agrícola brasileiro, que depende de insumos importados para manter a competitividade no mercado global. Empresas como o Grupo GIROAgro acompanham o movimento em busca de soluções complementares.
Especialistas destacam que os bioinsumos atuam na otimização de nutrientes e no controle biológico, mas não substituem integralmente os fertilizantes minerais. A produção nacional desses produtos ganhou espaço nos últimos meses como estratégia para mitigar riscos de abastecimento.
Alternativas estratégicas para o agronegócio
Fellipe Parreira, especialista do setor, ressalta a importância de manter o equilíbrio entre tecnologias convencionais e biológicas. Os bioinsumos surgem como aliados valiosos, porém a transição exige cuidado para preservar o volume e a precisão exigidos pela agroindústria brasileira.
Os bioinsumos são aliados valiosos na otimização de nutrientes e no controle biológico, mas substituir completamente os fertilizantes minerais seria um risco inaceitável para a escala da nossa agroindústria, que depende de precisão e volume para competir globalmente.
Fellipe Parreira
Até junho de 2026, o mercado de bioinsumos registrou expansão contínua, impulsionado pela busca por maior autonomia. Produtores avaliam que a combinação de insumos tradicionais e biológicos representa a abordagem mais segura para enfrentar oscilações de preço e disponibilidade no segundo semestre.