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Chuvas recordes em julho de 2026 alteram lavouras de trigo e cana no Sul do Brasil

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Lavouras de trigo e cana alagadas por chuvas no sul do Brasil
Lavouras de trigo e cana alagadas por chuvas no sul do Brasil

Chuvas intensas nos últimos dez dias, combinadas com temperaturas até 7°C acima da média, atingiram o Sul do Brasil e outras regiões, alterando o padrão climático de julho de 2026 e gerando impactos diretos nas lavouras de trigo e na colheita de cana-de-açúcar. Dados da EarthDaily mostram volumes superiores a 160 mm no Sul e mais de 20 mm na zona canavieira, com previsão de continuidade até o fim do mês segundo modelos ECMWF e GFS. Produtores do Rio Grande do Sul e Paraná relatam interrupções temporárias nas atividades de campo, enquanto o Centro-Oeste, parte do Sudeste e o MATOPIBA também registram precipitação acima da média.

Chuvas elevam umidade do solo e riscos fitossanitários

A reversão do padrão seco e frio observado no início de julho favoreceu a umidade do solo, porém aumentou a probabilidade de doenças nas plantações devido ao excesso de chuvas e ao calor. No Rio Grande do Sul, a precipitação acumulada desde o início do mês já alcança o maior nível dos últimos dez anos, conforme análise de Felippe Reis, analista de cultura. As nuvens persistentes reduzem a radiação solar e criam condições propícias para fungos e outras pragas que ameaçam o trigo.

No Rio Grande do Sul, a precipitação acumulada desde o início de julho atingiu o maior nível dos últimos 10 anos e deve permanecer elevada até o fim do mês. Apesar de um início mais seco, as chuvas intensas das últimas semanas mudaram o cenário. O excesso de chuvas tende a reduzir a radiação solar devido ao aumento da cobertura de nuvens e pode favorecer a ocorrência de doenças, elevando o risco para as lavouras de trigo.

Felippe Reis

Efeitos na colheita de cana-de-açúcar e perspectivas regionais

Produtores de cana-de-açúcar no sul da zona canavieira, especialmente no Paraná e Mato Grosso do Sul, enfrentam pausas temporárias na colheita por conta das chuvas acumuladas. A elevação térmica observada na última semana agrava a situação ao acelerar o ciclo de pragas em áreas úmidas. Modelos meteorológicos projetam mais de 100 mm adicionais até o fim de julho, mantendo a atenção de técnicos e agricultores em todo o país.

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