O mercado físico do boi gordo registrou altas nas principais praças do país na segunda-feira, 27 de julho de 2026, impulsionado pela oferta restrita de animais terminados. Os frigoríficos enfrentam dificuldades para completar as escalas de abate, o que elevou as cotações da arroba em várias regiões produtoras. No mercado futuro, os contratos com vencimento em agosto e setembro de 2026 também avançaram na B3, sustentados pela expectativa de preços firmes e pelo progresso nas negociações para abertura do mercado sul-coreano à carne bovina brasileira.
Oferta limitada eleva preços da arroba
Em Goiás, principal destaque do dia, o valor da arroba subiu 0,52%, conforme levantamento da Agrifatto. Registros semelhantes foram observados em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, onde a escassez de animais prontos para abate pressionou as negociações. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) confirmou que a dificuldade dos frigoríficos em formar lotes adequados contribuiu diretamente para a valorização observada.
Analistas do setor, como Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, apontam que a restrição de oferta deve manter o mercado físico sustentado nas próximas semanas. As exportações de carne bovina in natura já demonstraram recuperação na quarta semana de julho, reforçando o cenário de demanda aquecida.
Negociações com a Coreia do Sul ganham ritmo
Além do movimento interno, o avanço das tratativas comerciais com a Coreia do Sul impulsiona as expectativas. Uma missão sanitária sul-coreana deve visitar frigoríficos brasileiros em agosto para avaliar as condições de produção. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-Myung acompanham as conversas, que visam ampliar o acesso da carne brasileira ao mercado asiático.
Os contratos futuros na B3 refletiram esse otimismo, fechando em alta e sinalizando continuidade do movimento. Pecuaristas e frigoríficos monitoram os desdobramentos das negociações, que podem gerar novos patamares de preço caso a abertura seja confirmada.