Os contratos futuros do trigo encerraram o pregão com leves perdas na Bolsa de Chicago na sessão de 29 de julho de 2026. Operadores de mercado acompanharam um dia de negociações mistas, influenciado pela ampla oferta global e pelo avanço da colheita no Hemisfério Norte. Apesar desse cenário, as tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia continuaram a oferecer algum suporte aos preços, ao restringir o funcionamento de terminais no Mar Negro.
Oferta abundante pressiona cotações
Analistas destacam que a disponibilidade elevada de trigo em diferentes regiões do mundo tem pesado sobre as cotações. O progresso da safra no Hemisfério Norte ampliou a oferta disponível, reduzindo a pressão compradora durante a sessão. No Brasil, participantes do mercado observam de perto esses movimentos, já que o país importa volumes significativos do cereal.
Tensões no mar negro limitam fluxo
Conflitos na região do Mar Negro mantêm incertezas logísticas que afetam as exportações russas. Consultorias como a SovEcon monitoram restrições em terminais portuários, o que impede que a oferta chegue integralmente ao mercado internacional. Esse fator contrabalançou parcialmente as perdas, embora não tenha sido suficiente para reverter a tendência de baixa observada no fechamento.
Os operadores seguem atentos a novos desdobramentos geopolíticos e ao ritmo das colheitas. O equilíbrio entre oferta abundante e dificuldades logísticas deve continuar definindo o comportamento dos preços nas próximas semanas.