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Preço do ATR cai para R$ 0,85 por kg em julho de 2026 e pressiona renda de pequenos produtores de cana

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Foto: Reprodução
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O preço do ATR recuou novamente em julho de 2026 para R$ 0,85 por kg, após uma leve alta observada em junho. A queda pressiona a remuneração dos fornecedores de cana-de-açúcar, especialmente os pequenos produtores que dependem do arrendamento para sustentar suas famílias. O indicador acompanhou as projeções iniciais da safra e permaneceu sob influência de fatores de mercado.

Queda do atr impacta renda de pequenos arrendatários

Felippe Stelutti, engenheiro agrônomo e produtor rural, destacou a dificuldade enfrentada pelo setor. Ele observou que muitos esperavam continuidade na recuperação, mas o cenário não se concretizou. A ampla oferta de etanol e os preços baixos do açúcar no mercado internacional mantiveram a pressão sobre os valores pagos pela cana.

Eu queria muito dar uma notícia positiva para quem me acompanha, mas infelizmente ela não é tão boa assim. Eu acreditava que, depois da leve reação do mês passado, o ATR fosse continuar subindo, nem que fosse aos poucos. Mas isso infelizmente não aconteceu.

Felippe Stelutti

Stelutti ressaltou que a situação afeta principalmente famílias com pequenas áreas de dois a cinco alqueires, que veem o orçamento encolher mês a mês. Não há medidas imediatas disponíveis para reverter o quadro, já que a oferta elevada de etanol inclui tanto a produção de usinas de cana quanto a expansão do etanol de milho.

Fatores de mercado mantêm pressão sobre preços

O enfraquecimento dos preços do açúcar no exterior e a disponibilidade abundante de etanol explicam a trajetória do indicador. Esses elementos combinados limitam a remuneração dos fornecedores, independentemente do porte da propriedade. O cenário atual exige atenção redobrada dos envolvidos na cadeia produtiva.

Não tem muito o que ser feito. O preço do açúcar está baixo no mercado internacional e o etanol também continua barato, porque existe muito produto disponível na praça.

Felippe Stelutti

Está difícil para o fornecedor, mas também está difícil para quem vive da renda da cana-de-açúcar. Não estou falando de quem tem 20 ou 30 alqueires. Estou falando daquela família que tem dois, três ou cinco alqueires e depende do arrendamento para sobreviver. Essas pessoas estão vendo o orçamento diminuir a cada mês.

Felippe Stelutti

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