Produtores de Tapiraí, no interior de São Paulo, intensificam esforços para recuperar a produção de gengibre após uma doença que comprometeu sementes e reduziu a produtividade nos últimos anos. Com apoio da prefeitura e do Instituto Agronômico de Campinas, os agricultores locais adotam práticas como análise de solo, seleção de rizomas saudáveis e rotação de culturas com inhame. A expectativa é alcançar 30 toneladas por hectare na colheita prevista para 2026, retomando o destaque regional do cultivo.
Novas práticas elevam produtividade
A pesquisadora Eliane Fabri, do IAC, destaca que ferramentas de manejo antes desconhecidas pelos produtores agora contribuem para melhorar os resultados. Famílias como a de Fernando Fernandes aplicam essas orientações no dia a dia, monitorando a saúde do solo e escolhendo materiais de plantio mais resistentes. A transição para métodos baseados em evidências científicas permite enfrentar os efeitos da doença que afetou as sementes e causou perdas significativas.
Parcerias sustentam retomada do cultivo
O presidente da associação local, Hélio Tiago de Oliveira, ressalta o papel da colaboração entre produtores, poder público e instituições de pesquisa. Essa união tem sido essencial para restaurar a posição de Tapiraí como referência na produção de gengibre. Os pequenos agricultores mantêm o foco na rotação de culturas, especialmente com inhame, para romper ciclos de patógenos e garantir maior estabilidade nas safras futuras.
São ferramentas que não eram usadas pelos produtores e agora ajudam a melhorar a produtividade
Eliane Fabri
Os resultados iniciais já indicam avanços na qualidade dos rizomas e na redução de perdas. A continuidade dessas ações deve consolidar a recuperação econômica do setor, beneficiando diretamente as famílias que dependem do cultivo na região.