O boi gordo valorizou cerca de 3,9% durante julho. A oferta restrita de bovinos terminados compensou a pressão das vendas externas mais lentas. Regiões como São Paulo e Paraná registraram os movimentos mais expressivos nesse período.
Consultorias como Safras & Mercado, Agrifatto e Scot Consultoria destacam que a disponibilidade limitada de animais foi o principal fator de sustentação. Pecuaristas conseguiram negociar com maior margem diante da escassez.
Exportações para china perdem ritmo
O esgotamento da cota para a China reduziu o ritmo das exportações no final do mês. Mesmo assim, a menor disponibilidade interna evitou quedas mais acentuadas nos preços. Frigoríficos mantiveram a originação seletiva para atender à demanda doméstica.
A expectativa é de que o consumo interno ganhe força em agosto. A entrada de salários e as compras para o Dia dos Pais devem elevar a procura por carne bovina.
Perspectivas para agosto
Analistas projetam continuidade da recuperação caso a oferta permaneça limitada. Pecuaristas e frigoríficos monitoram de perto a evolução das escalas de abate. O equilíbrio entre oferta e demanda será decisivo para a trajetória dos preços nas próximas semanas.