Falhas evitáveis na colostragem comprometem a transferência de imunidade passiva em bezerros leiteiros recém-nascidos, elevando o risco de doenças e mortalidade antes da desmama. Produtores de leite enfrentam desafios práticos no fornecimento correto do colostro, o que pode resultar em perdas significativas no rebanho. A absorção inadequada de anticorpos nas primeiras horas de vida representa um problema recorrente que afeta diretamente a saúde animal e a rentabilidade das propriedades.
Erros no manejo da colostragem
Erros no momento do fornecimento, na qualidade e na quantidade do colostro, além da condição do bezerro e da higiene dos utensílios, impedem a absorção adequada de anticorpos. O intestino do animal perde rapidamente a capacidade de absorver imunoglobulinas após o nascimento, tornando essencial o manejo correto logo nas primeiras horas. Quando esses fatores não são controlados, a transferência de imunidade passiva fica comprometida de forma evitável.
Riscos elevados para a saúde dos bezerros
A transferência inadequada de imunidade passiva aumenta em até nove vezes o risco de adoecer e em cinco vezes o de mortalidade antes da desmama. Bezerros leiteiros recém-nascidos tornam-se mais vulneráveis a infecções quando não recebem colostro de qualidade em tempo adequado. Produtores de leite precisam adotar protocolos rigorosos para evitar esses desfechos negativos no início da vida dos animais.
A atenção aos detalhes no processo de colostragem contribui para reduzir perdas e melhorar o desempenho do rebanho ao longo do tempo. Práticas simples de higiene e monitoramento da qualidade do colostro podem fazer diferença significativa na sobrevivência dos bezerros. Investir em capacitação da equipe representa um passo importante para minimizar falhas recorrentes nesse manejo inicial.