A produção brasileira de sorgo na safra 2025/26 alcança o recorde histórico de 7,6 milhões de toneladas, um avanço de 24,9% em relação à safra anterior, conforme levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento em julho de 2026. O resultado reflete a expansão estrutural da cultura, que completa sete safras consecutivas de aumento de área plantada e consolida o deslocamento da produção do Sul para o Centro-Oeste. Produtores da região lideram o crescimento, enquanto o Nordeste registra leve ganho de participação.
Área semeada impulsiona resultado recorde
A área dedicada ao sorgo cresceu 31,8% e chegou a 2,2 milhões de hectares, compensando a redução de 5,3% na produtividade média, que ficou em 3,5 toneladas por hectare. Esse movimento permitiu que a produção superasse os volumes anteriores mesmo diante de condições climáticas menos favoráveis em algumas regiões. A sétima safra seguida de ampliação da área cultivada evidencia a consolidação do sorgo como alternativa viável no sistema de rotação de culturas.
O aumento da área reflete decisões estratégicas dos produtores, que buscam culturas mais adaptadas a solos de menor fertilidade e com maior resistência à seca. No Centro-Oeste, onde se concentra a maior parte da produção, a expansão foi particularmente expressiva e contribuiu de forma decisiva para o recorde nacional.
Centro-oeste concentra produção e nordeste avança
A região Centro-Oeste mantém a liderança na produção de sorgo, beneficiada por infraestrutura logística e pela integração com a cadeia de grãos. O Nordeste, por sua vez, ampliou discretamente sua participação, aproveitando condições de solo e clima que favorecem a cultura em determinados estados. Esse rearranjo regional reforça a importância do sorgo como cultura de segunda safra em diferentes biomas brasileiros.
Os dados da Conab confirmam que a safra 2025/26 representa um marco para o setor, com volumes que superam expectativas iniciais e abrem espaço para maior oferta no mercado interno. A continuidade do crescimento da área cultivada indica que o sorgo deve manter relevância na matriz produtiva nacional nos próximos ciclos.