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Milho fecha misto: leve queda em Chicago e alta de até 1,57% na B3

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Plantação de milho no Brasil representando preços na B3
Plantação de milho no Brasil representando preços na B3

Os preços futuros do milho registraram resultados levemente negativos na Bolsa de Chicago e positivos na Bolsa Brasileira na segunda-feira, 10 de agosto de 2026. Na CBOT, os vencimentos de setembro de 2026 a maio de 2027 fecharam com perdas entre 0,05% e 0,17%, influenciados pelo clima favorável nos Estados Unidos. Já na B3, as cotações subiram até 1,57%, variando entre R$ 69,90 e R$ 78,68, impulsionadas pela valorização do dólar apesar do avanço da colheita da segunda safra.

Clima favorável pesa nas cotações internacionais

No mercado de Chicago, o dia começou com ganhos que depois se reverteram em leves perdas, configurando um movimento predominantemente financeiro. O clima norte-americano segue bastante favorável, o que exerce pressão negativa sobre as cotações. Por outro lado, a tensão geopolítica envolvendo o Irã elevou os preços do petróleo, fator que poderia oferecer algum suporte positivo ao milho no médio prazo.

O dia começou positivo e depois ficou levemente negativo, mas é um movimento meramente financeiro com os agentes comprando e vendendo posições. O clima norte-americano segue bastante favorável, o que pesa nas cotações, mas por outro lado a Guerra do Irã segue pesando no petróleo, que está em alta e deveria dar folego positivo para o milho.

Vlamir Brandalizze

Valorização do dólar sustenta alta na B3

Na Bolsa Brasileira, a alta do dólar beneficiou especialmente o mercado de porto, cujas cotações estão atreladas à moeda americana. No mercado físico, ocorreram valorizações em praças como São Gabriel do Oeste/MS, Maracaju/MS e Porto de Santos/SP, enquanto Sorriso/MT e Eldorado/MS registraram desvalorizações pontuais. A colheita da segunda safra avança de forma positiva na maior parte do país, com exceção do Paraná, onde as chuvas têm provocado problemas de grãos ardidos.

Essa alta do dólar acaba ajudando o mercado de porto que é atrelado ao dólar. Por outro lado, a B3 está sentindo a colheita da segunda safra que avança bem, com exceção do Paraná que tem problemas de clima com a chuva e grãos ardidos.

Vlamir Brandalizze

Analistas destacam que o cenário combina fatores externos, como a volatilidade cambial e os conflitos internacionais, com o ritmo da safra doméstica. O mercado físico brasileiro deve continuar acompanhando de perto a evolução do dólar e as condições climáticas nas principais regiões produtoras nas próximas semanas.

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