A safra brasileira de milho deve superar 141 milhões de toneladas na temporada 2025/2026, consolidando-se como a segunda maior da história apesar da queda na produtividade média. A projeção foi divulgada nesta terça-feira, 11 de agosto de 2026, durante o 15º Congresso Nacional do Milho, realizado em Cuiabá, no Mato Grosso. Representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Milho destacaram o resultado positivo, mas alertaram para desafios como custos elevados e limitações de armazenagem que afetam o setor.
Projeções indicam segunda maior safra
Os dados apresentados pelo diretor executivo da Abramilho, Michael Santos, mostram que o volume esperado supera as expectativas iniciais mesmo com a redução da produtividade causada por condições climáticas adversas. Produtores de todo o país enfrentam aumento nos custos de produção e dificuldades para armazenar o excedente, o que gera perdas e pressiona os preços no mercado interno. Compradores internacionais, especialmente a China, continuam como principais destinos das exportações brasileiras.
Desafios de custos e armazenagem
Além das questões climáticas, o setor reclama da falta de capacidade de armazenagem e dos elevados custos operacionais. Essas limitações reduzem a margem dos agricultores e aumentam a dependência de políticas públicas eficazes. O governo federal é criticado pela insuficiência de recursos destinados ao seguro rural e pela burocracia no acesso aos programas de apoio.
O seguro rural no Brasil sempre foi uma piada. O governo não cumpre o que promete, os recursos são insuficientes e o acesso é burocrático. O produtor fica desprotegido
Michael Santos
Para manter a competitividade, os produtores defendem a diversificação de mercados e investimentos em práticas sustentáveis. Essas medidas são vistas como essenciais para enfrentar oscilações de preço e exigências de compradores externos nos próximos anos.