O sucesso da sobremesa morango cravejado elevou a procura pela fruta em todo o país, porém as fortes chuvas que atingem as regiões produtoras desde o fim de agosto de 2026 reduziram a oferta e a qualidade dos frutos. Como resultado, o preço do quilo registrou alta de até 177% em capitais brasileiras, impactando consumidores e estabelecimentos que dependem do ingrediente. A situação se agravou em setembro, com registros de elevação ainda na terça-feira (22/09/2026).
Chuvas reduzem oferta e qualidade dos frutos
As precipitações intensas afetaram diretamente as lavouras, levando alguns produtores a perderem até 80% da produção. Apenas uma em cada 50 frutas atinge o padrão exigido para o preparo do doce, conforme apontado pelo engenheiro agrônomo Ronaldo Herculano de Lima. As áreas de cultivo localizadas próximo a São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba sofreram os maiores prejuízos, diminuindo o volume disponível para o mercado.
Os produtores enfrentam dificuldade para atender à demanda crescente, já que o clima adverso comprometeu tanto a quantidade quanto o aspecto visual dos morangos. Muitos relatam que a fruta colhida apresenta manchas e menor durabilidade, o que limita seu uso em preparações gourmet.
Preços sobem nas principais capitais
Em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, o valor do quilo alcançou patamares até 177% superiores aos observados antes das chuvas. Consumidores notam a diferença nos supermercados e em docerias que utilizam o morango cravejado como destaque do cardápio. A redução na oferta também eleva custos para estabelecimentos que precisam manter a qualidade do produto final.
Perspectivas para o mercado
Especialistas indicam que a recuperação das lavouras depende da melhora das condições climáticas nas próximas semanas. Enquanto isso, produtores buscam alternativas para minimizar perdas e garantir o fornecimento contínuo. O cenário reforça a importância de planejamento para enfrentar eventos climáticos extremos no setor agrícola.