Produtores rurais do interior de São Paulo descobrem novas formas de valorizar o esterco bovino gerado em confinamentos. O material, antes visto apenas como resíduo, passa a ser tratado como insumo agrícola de alto valor por meio de processos simples de coleta e transformação. Essa mudança permite reduzir despesas com fertilizantes químicos e ainda criar uma fonte de receita adicional sem necessidade de ampliar o rebanho.
Etapas da coleta ao fertilizante
A transformação começa com a coleta organizada do esterco nos currais de confinamento. Em seguida, o material é armazenado em áreas adequadas para evitar perdas de nutrientes e problemas ambientais. A compostagem é a etapa seguinte, na qual o esterco é processado até se tornar um fertilizante estável e rico em matéria orgânica.
Após a maturação, o produto pode ser aplicado nas próprias lavouras ou comercializado para outros agricultores da região. O processo não exige investimentos elevados e pode ser adaptado ao tamanho de cada propriedade.
Vantagens econômicas e ambientais
A adoção dessa prática permite aos pecuaristas diminuir os gastos com insumos externos e aumentar a sustentabilidade das operações. Ao reutilizar o esterco bovino como fertilizante, reduz-se a dependência de produtos químicos e melhora-se a saúde do solo a longo prazo.
Além disso, a comercialização do material compostado gera receita extra para as fazendas sem que seja necessário aumentar o número de animais. A iniciativa contribui para uma produção mais eficiente e alinhada às demandas por práticas mais responsáveis no agronegócio paulista.