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Polpa de café acelera regeneração florestal na Costa Rica e atinge 80% de cobertura em dois anos

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Regeneração florestal com polpa de café na Mata Atlântica brasileira
Regeneração florestal com polpa de café na Mata Atlântica brasileira

Um experimento conduzido no sul da Costa Rica revelou que a aplicação de uma espessa camada de polpa de café em pastagens degradadas pode acelerar a regeneração florestal de maneira expressiva. Após dois anos, as áreas tratadas alcançaram mais de 80% de cobertura arbórea, enquanto as parcelas sem intervenção registraram apenas cerca de 20% de vegetação arbórea. O estudo, realizado por pesquisadores Rebecca J. Cole e Rakan A. Zahawi, testou o uso de resíduo agroindustrial para superar barreiras à sucessão natural em antigas áreas agrícolas dominadas por gramíneas invasoras.

Detalhes da aplicação de polpa de café

O experimento teve início em março de 2018 em uma parcela de 35 por 40 metros. Os pesquisadores aplicaram aproximadamente 360 metros cúbicos de polpa de café, equivalente a cerca de 30 caminhões, formando uma camada de 40 a 50 centímetros de espessura. Essa cobertura sufocou as gramíneas dominantes e modificou as condições do solo, criando um ambiente mais favorável para a germinação e o crescimento de espécies nativas.

A escolha da polpa de café como material de cobertura baseou-se em sua disponibilidade como resíduo da indústria cafeeira local. O método demonstrou potencial para eliminar a principal barreira à regeneração em áreas degradadas, ao mesmo tempo em que recicla um subproduto que normalmente seria descartado.

Resultados e implicações para áreas degradadas

Os dados coletados após dois anos confirmaram a eficácia da intervenção. A cobertura arbórea superior a 80% nas parcelas tratadas contrasta com o lento avanço observado nas áreas controle, evidenciando o papel da polpa na supressão de gramíneas e na alteração das condições edáficas. O estudo não registrou efeitos adversos significativos no solo ou na vegetação circundante.

Essa abordagem oferece uma alternativa de baixo custo para projetos de restauração ecológica em regiões tropicais. Ao integrar resíduos agroindustriais à recuperação de pastagens degradadas, o experimento aponta caminhos práticos para acelerar a sucessão florestal sem depender exclusivamente de plantio manual de mudas.

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