A Argentina alcançou um volume recorde de exportações de milho em julho de 2026, com o envio de 5,14 milhões de toneladas métricas do grão. Os dados da Bolsa de Grãos de Rosário confirmam que esse resultado superou o recorde anterior de 5,08 milhões de toneladas registrado em abril. Os produtores argentinos mantiveram o ritmo apesar das chuvas recorrentes que atrasaram a secagem e a colheita, enquanto 89% da safra já havia sido colhida. Esse desempenho reflete diretamente a safra histórica estimada em 70,5 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26.
Desafios climáticos superados na colheita
As condições de chuva persistente representaram um obstáculo significativo para o processo de secagem e colheita do milho em diversas regiões do país. Mesmo assim, os produtores conseguiram avançar com a colheita e atingir 89% do total previsto. A Bolsa de Grãos de Rosário destacou que o ritmo de trabalho permaneceu constante, permitindo que o volume exportado em julho superasse expectativas iniciais. Essa capacidade de adaptação contribuiu para o resultado positivo registrado no período.
Volume recorde e projeções do setor
O marco de 5,14 milhões de toneladas exportadas em julho reforça a relevância da Argentina no comércio internacional de milho. A safra estimada em 70,5 milhões de toneladas para 2025/26 oferece base sólida para novos envios nos próximos meses. Analistas da Bolsa de Grãos de Rosário acompanham os números com atenção, pois o desempenho recente pode influenciar contratos e logística até o fim do ano. O setor mantém foco na manutenção da qualidade do grão para atender às demandas dos mercados compradores.
Perspectivas para o comércio exterior
Com a maior parte da safra já colhida, as expectativas apontam para continuidade do fluxo de exportações nos meses seguintes. O recorde de julho serve como indicador de que o país pode sustentar volumes elevados caso as condições climáticas permaneçam favoráveis. Produtores e entidades do setor avaliam estratégias para otimizar o transporte e a comercialização do milho restante. Esse cenário contribui para o fortalecimento da posição argentina entre os principais exportadores globais do cereal.