O mercado do boi gordo começou a semana sob pressão em São Paulo, com queda de R$ 2 por arroba na segunda-feira, 24 de agosto de 2026, sem que isso configure uma tendência de baixa generalizada no país. Frigoríficos tentaram reduzir os preços diante do consumo doméstico enfraquecido e de escalas de abate confortáveis, entre seis e oito dias, mas esbarraram na resistência dos pecuaristas e na oferta limitada de animais terminados.
Consultorias como Scot Consultoria, Agrifatto e Safras & Mercado registraram estabilidade nas cotações na maioria das praças acompanhadas. O analista Fernando Henrique Iglesias destacou que a competitividade de outras proteínas também contribui para o atual cenário de demanda interna moderada.
Reação dos frigoríficos e dos pecuaristas
Em São Paulo, os frigoríficos testaram valores menores para ajustar as escalas, porém encontraram produtores que mantiveram a postura firme de não vender abaixo dos patamares anteriores. Essa negociação seletiva evitou que a queda se espalhasse para outras regiões produtoras.
Comportamento em diferentes estados
Em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, as referências de preço permaneceram estáveis, sustentadas pela oferta restrita de boi gordo pronto para abate. A combinação entre demanda interna fraca e resistência dos pecuaristas manteve o equilíbrio nas praças fora do eixo paulista.
Perspectivas para os próximos dias
Com o início da semana marcado por movimentos pontuais, o mercado segue atento ao volume de animais terminados que chegará aos frigoríficos e à evolução do consumo doméstico. A oferta limitada continua sendo o principal fator de sustentação das cotações em boa parte do país.