O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) registrou lucro líquido de R$ 48,172 milhões no primeiro trimestre da safra 2026/27, valor 2% inferior ao obtido no mesmo período da safra anterior. A queda ocorreu apesar do aumento da receita líquida e do Ebitda, conforme informações divulgadas pela empresa e pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Paulo Geraldo Polezi. O resultado reflete o impacto de maiores despesas com depreciação e de um resultado financeiro menos favorável, além da ausência de crédito tributário não recorrente registrado no ano anterior.
Receita e ebitda registram expansão
A receita líquida do CTC cresceu 10% no período, impulsionada principalmente pelo avanço de 9,7% nos royalties. O Ebitda avançou 9,2%, demonstrando que a companhia manteve a capacidade de geração de caixa mesmo com o aumento dos investimentos. Esses indicadores positivos foram sustentados pelo crescimento das operações e pela demanda por variedades de cana-de-açúcar desenvolvidas pela empresa.
Investimentos em p&d atingem 61,1% da receita
Os gastos com pesquisa e desenvolvimento subiram 27,4% e representaram 61,1% da receita líquida do trimestre. Os recursos foram direcionados ao melhoramento genético, à biotecnologia e ao desenvolvimento de sementes sintéticas, áreas consideradas estratégicas para a competitividade do setor sucroenergético. O aumento dos desembolsos reflete o ciclo de expansão planejado pela companhia para ampliar seu portfólio de tecnologias.
Encerramos o trimestre com uma posição financeira sólida e seguimos executando, de forma planejada, investimentos simultâneos em melhoramento genético, biotecnologia e sementes sintéticas. Mesmo nesse ciclo de maior aplicação de recursos, mantivemos o crescimento do Ebitda e a capacidade de gerar retorno aos acionistas
Paulo Geraldo Polezi
Paulo Geraldo Polezi destacou ainda que a expansão dos investimentos não é vista como custo, mas como estratégia para sustentar o crescimento futuro. A empresa encerrou o trimestre com posição financeira considerada sólida pelos executivos, o que permite manter o ritmo de aplicação de recursos sem comprometer a geração de retornos aos acionistas.