O mercado de reposição na pecuária brasileira registrou alta expressiva nos preços do boi magro Nelore de 375 kg, que superou R$ 5 mil por cabeça em diversas praças no dia 20 de agosto de 2026. Enquanto o animal jovem valoriza, o boi gordo enfrenta resistência para sustentar seus valores, o que piora a relação de troca para pecuaristas recriadores, invernistas e confinadores. Dados da Scot Consultoria, Cepea e Farmnews mostram que a demanda por reposição permanece firme diante da menor oferta futura de bezerros.
Valorização acumulada impulsiona demanda por reposição
O bezerro apresentou valorização acumulada de 9,60% entre o início de 2026 e 19 de agosto de 2026. Essa trajetória reflete o maior apreço por animais jovens após anos de abate elevado de fêmeas, que reduziu a oferta futura. Expectativas de preços do boi gordo nos próximos meses também sustentam a procura por reposição de qualidade.
O boi magro valorizou mais que o boi gordo, elevando a relação de troca para até 14,92 arrobas de boi gordo por cabeça em alguns estados. Cotações de garrote e desmama também permanecem elevadas, reforçando o movimento de alta no segmento de reposição.
Desempenho varia nas principais praças pecuárias
Em Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais, os preços do boi magro Nelore de 375 kg mantiveram-se acima de R$ 5 mil por cabeça. Compradores de reposição enfrentam maior custo para adquirir animais, enquanto vendedores de boi gordo observam menor poder de barganha.
Analistas destacam que o cenário atual beneficia quem vende reposição, mas exige atenção dos confinadores para o planejamento de compra. A diferença de desempenho entre boi magro e boi gordo deve continuar influenciando as decisões de mercado nas próximas semanas.