A combinação de inteligência artificial, imagens de satélite e verificação presencial reduziu de quatro para uma as entradas necessárias em cada talhão de algodão no Brasil, o que representa uma queda de 75% nos deslocamentos de campo. A iniciativa, conduzida pela Agtech Picsel em parceria com a Bureau Veritas, já foi aplicada na primeira safra operacional com 10.267 talhões analisados, cobrindo mais de 800 mil hectares nas principais regiões produtoras. Os dados integram o levantamento da Conab sobre a safra 2025/26, divulgado em agosto de 2026.
Metodologia híbrida mantém precisão
A abordagem utiliza uma medição presencial inicial e substitui as demais por análise de imagens de satélite e modelos de IA calibrados com dados de campo. Essa estratégia atende às necessidades de propriedades de grande escala sem eliminar a verificação presencial, preservando a precisão exigida para o monitoramento da cultura.
Expansão gradual pelo país
O projeto começou em Mato Grosso e Bahia e avança para Goiás, Tocantins, Piauí e Rondônia. A redução nos deslocamentos alivia desafios logísticos e custos operacionais enfrentados pelos produtores de algodão nessas áreas, mantendo o rigor técnico das inspeções.
Resultados da safra atual
Com a aplicação da metodologia na safra 2025/26, os dados da Conab refletem ganhos de eficiência em larga escala. A solução demonstra que é possível otimizar processos de campo sem comprometer a qualidade das informações coletadas sobre a produção brasileira de algodão.