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Setor de frutas e hortaliças cobra políticas específicas do próximo governo

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Frutas e hortaliças frescas em mercado brasileiro
Frutas e hortaliças frescas em mercado brasileiro

Representantes do setor de frutas, legumes e verduras cobram do próximo governo políticas públicas específicas para culturas perecíveis, com foco em crédito, seguro rural, irrigação, cadeia fria e logística adequada às particularidades desses produtos. Entidades como Ibrahort, IFPA Brasil e Abrafrutas apresentaram as reivindicações durante a disputa presidencial de 2026, destacando que as medidas atuais não atendem às necessidades de pequenos e médios produtores. Os diretores Manoel Oliveira, Valeska de Oliveira Ciré, Eduardo Brandão e Júnior Silveira defendem instrumentos adaptados para reduzir perdas e preservar a qualidade desde a produção até os portos, aeroportos e rodovias do país.

Principais reivindicações do setor

As propostas incluem linhas de crédito específicas para irrigação e pós-colheita, além de seguros rurais ajustados à sensibilidade dos produtos perecíveis. Os representantes pedem ainda a redução de burocracia nas outorgas de água e investimentos em infraestrutura de cadeia fria. Fortalecer a defesa fitossanitária e ampliar pesquisas para Minor Crops também figuram entre as prioridades listadas pelas entidades.

Os dirigentes ressaltam que frutas, legumes e verduras exigem tratamento diferenciado em relação às commodities, pois sofrem impacto direto de tempo, temperatura e manuseio inadequado. Sem políticas direcionadas, as perdas ao longo da cadeia de suprimento permanecem elevadas e comprometem a rentabilidade dos produtores brasileiros.

Desafios logísticos e fitossanitários

Investimentos em portos, aeroportos e rodovias são considerados essenciais para escoar a produção com agilidade e manter a qualidade dos alimentos. As entidades alertam que a ausência de estrutura adequada eleva os custos e reduz a competitividade do setor no mercado interno e externo. A integração entre políticas de irrigação e logística surge como ponto central para minimizar desperdícios.

Posicionamento das entidades representativas

Ibrahort, IFPA Brasil e Abrafrutas atuam de forma coordenada para apresentar as demandas ao próximo governo, representando produtores de todas as regiões do Brasil. Os diretores citados reforçam que soluções genéricas não bastam e que instrumentos específicos são indispensáveis para culturas sensíveis ao tempo e à temperatura.

FFLVO tem relógio.

Valeska de Oliveira Ciré

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