O Sistema Faesp/Senar realiza no dia 15 de setembro de 2026 o Fórum Faesp/Senap/CNA sobre javalis e javaporcos. O encontro híbrido em São Paulo reunirá representantes do poder público, entidades do setor produtivo e produtores rurais para discutir os impactos da espécie invasora e definir ações coordenadas de controle. A iniciativa busca responder ao avanço dos animais, que causa prejuízos econômicos, danos ambientais e riscos sanitários à cadeia suína brasileira.
Agenda do encontro híbrido
Pela manhã, painéis abordarão a legislação vigente, o panorama atual da presença dos javalis e os riscos sanitários associados, com participação de Lia Coswig, do Mapa, e Diógenes Kassaoka, da Secretaria de Agricultura de São Paulo. À tarde, o programa inclui apresentação de casos práticos de controle, seleção de ações prioritárias e construção de uma matriz de compromissos com responsáveis e prazos definidos. O evento contará ainda com representantes do Ibama, do ICMBio, da ABPA, da ABCS e da APCS.
Ameaças à agropecuária e ao patrimônio sanitário
O avanço dos javalis representa ameaça direta à agropecuária, pois destrói lavouras, gera prejuízos financeiros e pode facilitar a entrada de doenças como a Peste Suína Africana. Especialistas alertam que a resposta precisa envolver conhecimento científico, órgãos públicos e a experiência de quem atua no campo. A coordenação entre esses atores é considerada essencial para evitar que o problema se agrave e comprometa exportações e empregos do setor.
Não podemos permitir que o produtor rural enfrente sozinho um problema que ultrapassa os limites de sua propriedade. O javali destrói lavouras, causa prejuízos, ameaça o equilíbrio ambiental e representa um risco sanitário que precisa ser tratado com muita seriedade. Precisamos unir conhecimento científico, poder público e experiência de quem está no campo para construir uma estratégia nacional eficiente e permanente.
Tirso Meirelles
O presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, destacou a importância de proteger o patrimônio sanitário construído ao longo de décadas. Ele ressaltou que prevenir é o caminho mais seguro e menos oneroso para preservar a credibilidade internacional do Brasil e a segurança de toda a cadeia produtiva.
O Brasil conquistou mercados e credibilidade internacional porque construiu um patrimônio sanitário ao longo de décadas. Proteger esse patrimônio significa proteger o produtor, os empregos, nossas exportações e a segurança de toda uma cadeia produtiva. Na sanidade, não podemos agir apenas depois que o problema acontece. Prevenir é sempre o caminho mais seguro e menos oneroso.
Tirso Meirelles