Pecuaristas de diferentes regiões do Brasil enfrentam maior risco de intoxicação em bovinos durante a primavera, quando o surgimento de brotações jovens e a redução da oferta de forragem favorecem a ingestão de plantas tóxicas. O período coincide com o início das chuvas e o aumento das temperaturas, condições que estimulam o crescimento dessas espécies em pastagens com baixa cobertura. Estudos realizados entre 2023 e 2025 já apontavam para o problema, e a estação atual reforça a necessidade de monitoramento constante nas propriedades rurais.
A escassez de pasto de qualidade, combinada com superlotação, leva os animais a consumir plantas como Senecio, Amorimia pubiflora, Palicourea marcgravii e Pteridium. Esses vegetais contêm substâncias que provocam emagrecimento progressivo, tremores, morte súbita e falência hepática nos bovinos. O manejo inadequado agrava a situação, pois reduz a disponibilidade de forragem segura e aumenta a exposição acidental.
Regiões com maior registro de casos
No Rio Grande do Sul, municípios como Eldorado do Sul, Viamão, Guaíba e Charqueadas concentram relatos frequentes do problema. Em Mato Grosso e em outras áreas com biomas variados, o cenário se repete sempre que a primavera altera o equilíbrio entre plantas tóxicas e forragem convencional. Pecuaristas locais relatam que a vigilância precisa ser intensificada logo no começo da estação chuvosa para evitar perdas significativas de animais.
Espécies tóxicas e sintomas observados
As principais plantas envolvidas são Senecio, Amorimia pubiflora, Palicourea marcgravii e Pteridium, que se tornam mais atrativas quando surgem brotações jovens. Os sintomas incluem emagrecimento rápido, tremores musculares, morte súbita e comprometimento hepático. A identificação precoce desses sinais permite intervenções que reduzem a mortalidade e protegem o rebanho durante o período de maior risco.
Medidas como rotação de pastagens, suplementação adequada e remoção manual das espécies tóxicas ajudam a minimizar os danos. A atenção constante ao estado das pastagens e o ajuste da lotação animal são estratégias recomendadas para manter a segurança do rebanho ao longo da primavera.