AgriculturaEconomiaMilho

Preço médio do frete rodoviário sobe 1,04% em agosto de 2026 e chega a R$ 8,72

37
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O preço médio do frete por quilômetro rodado no Brasil encerrou agosto de 2026 em R$ 8,72, alta de 1,04% em relação a julho, segundo o Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR). A variação ocorreu mesmo com a redução no valor do diesel, impulsionada pela entrada em vigor da Lei nº 15.485/2026 e pelo aumento da demanda por caminhões após o fim da colheita da segunda safra de milho. A plataforma Repom, responsável pela coleta dos dados, destaca que a fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre o CIOT também contribuiu para o ajuste nos valores praticados.

Lei do frete mínimo reforça custos

A Lei nº 15.485/2026 estabeleceu regras mais rigorosas para o piso mínimo do frete e ampliou a atuação da ANTT na verificação dos contratos. Transportadoras precisaram adequar operações para cumprir as novas exigências, o que elevou o valor médio por quilômetro rodado. Especialistas do setor observam que a medida busca garantir remuneração justa aos motoristas, mas gera impacto imediato nos custos logísticos.

Demanda do agronegócio pressiona mercado

O encerramento da colheita da segunda safra de milho gerou maior necessidade de caminhões para escoamento da produção. Esse pico sazonal de demanda, combinado com a fiscalização mais intensa, sustentou a alta do índice mesmo diante da queda no preço do combustível. O setor de agronegócio representa parcela significativa do frete rodoviário nacional e influencia diretamente as cotações mensais.

Perspectivas para os próximos meses

Empresas de transporte acompanham de perto os movimentos do mercado para planejar rotas e contratos. O comportamento dos preços do milho e as condições climáticas nas principais regiões produtoras são apontados como variáveis que podem manter os custos elevados. A expectativa é de que o equilíbrio entre oferta de veículos e volume de cargas determine a trajetória do IFR nos próximos registros.

Para setembro, o mercado deve seguir atento ao comportamento das cotações do milho e às condições climáticas, fatores que podem manter os custos do transporte de cargas em patamares elevados.

Vinicios Fernandes

Conteúdos relacionados

Foto: Divulgação
BrasilEconomiaSoja

Índia reduz tarifa de importação de óleo de soja de 10% para 5%

O governo da Índia reduziu a tarifa básica de importação do óleo...

Foto: Divulgação
AgriculturaCaféEventos

Prazo para inscrição no 24º Concurso Café Qualidade Paraná termina em 5 dias

O prazo para inscrições de produtores paranaenses no 24º Concurso Café Qualidade...

Foto Divulgação.
EconomiaLeiteMundo

Fonterra registra lucro de NZ$ 2,6 bilhões em 2026, alta de 142%

A Fonterra, maior cooperativa de laticínios da Nova Zelândia, registrou lucro líquido...

Bloqueio na BR-317 em Boca do Acre por pecuaristas devido a atrasos da FrigoRaça
BoiEconomiaPecuária

Pecuaristas bloqueiam BR-317 em Boca do Acre por atrasos de R$ 30 milhões da FrigoRaça

Pecuaristas de Boca do Acre bloquearam a BR-317 na terça-feira, 22 de...